DISCOGRAFIA

16. DENTRO DA TEMPESTADE

(Letra de Tiago Bettencourt e Música de Marques do Amaral)

 

Fico presa na tempestade
Onde não durmo comigo
Há restos de verdade
A que a dor tirou sentido

 

Caída entre os espaços
Do meu corpo destruído
Já não há restos de verdade
E a dor perdeu sentido

 

Deixei armas dos meus braços
Larguei roupas que vesti
Deixei ruas onde as pedras
Tatuaram os meus passos

 

No mar de mãos turvas
Nadavas transparente
Encontramo-nos num gesto
Inteiro e indiferente

 

Choramos como quem nasce
Escorrendo a saudade
Vens no Sol de madrugada
Como a mão na tempestade


[x]